POLPA MOLDADA

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Polpa Moldada

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

8 TENDÊNCIAS TECNÓLOGICAS QUE VÃO DOMINAR EM 2018


DRONES, BOTS, WATSON E OUTRAS TECNOLOGIAS INCRÍVEIS



Dê boas-vindas à era do progresso e inovação exponencial. Ray Kurzweil, inventor e futurista, diz que o passo acelerado da inovação tecnológica continuará multiplicando-se. “Nós não vamos experienciar 100 anos de progresso no século 21 – será algo como 20.000 anos (no passo de hoje),” diz Kurzweil.
As expectativas estão altas – e com razão. As tecnologias criadas nos últimos anos são a fusão de milênios de trabalho, ciência e progresso humano. Então, sem mais introduções, aqui estão as 8 tendências tecnológicas que vão dominar 2018.

Drones

Entrega de mercadoria por um drone comercial
Hoje, nos EUA, há mais de 3 milhões de drones voando regularmente. Usados para entregar produtos, mapear territórios e fotografar o mundo, essa tecnologia está, literalmente, decolando. A Amazon, por exemplo, está prestes a oferecer o serviço Prime Air, um sistema de delivery que entrega mercadorias em até 30 minutos.

RA (Realidade Aumentada) e RV (Realidade Virtual)

Realidade Aumentada nos jogos
Segundo o site de tecnologia TechCrunch, o mercado de RA e RV movimentará 108 bilhões de dólares até 2021. Representações virtuais têm um valor enorme para diversas áreas, possibilitando imersão em filmes e games, simulações de qualquer tipo de treinamento e, claro, hologramas. Pokémon GO, o game de Realidade Aumentada da Nintendo, foi um dos apps mais baixados de 2016 e tornou-se um fenômeno mundial.

Internet das coisas

conexão de tecnologias
Que tal melhores sistemas de água, baixo uso de energia, sofisticados sinais de trânsito e melhor qualidade de vida? A Internet das Coisas promete transformar nossas cidades em Smart Cities. Já explorada em nosso post “Internet das Coisas: A Conectividade de Tudo e de Todos,” essa tecnologia fará algo promissor: integrará todos os equipamentos tecnológicos existentes.

Segurança cibernética

Teclado - segurança cibernética
Com o avanço tecnológico, veio a guerra cibernética. Países desenvolvidos não colidem mais diretamente entre si – ataques cibernéticos, espionagem e sabotagem são as armas de guerra agora. Stuxnet, por exemplo, um worm criado pelos EUA, causou danos severos ao programa nuclear do Irã, impossibilitando o país de construir sua primeira bomba. Outro exemplo é o recente ataque cibernético Wannacry, que aconteceu no começo de maio e atingiu diversas empresas, como Telefónica e FedEx, em mais de 150 países.
É por isso e muitos outros casos que a busca por profissionais nessa área está em um alto e constante crescimento, principalmente agora com o desenvolvimento de novas tecnologias integradas, como a Internet das Coisas. Segundo o Global Information Security Workforce Study, até 2022, 1.8 milhões de cargos em segurança cibernética estarão vagos.

Big data

Gráficos e tabelas
A cada dia, 2.5 exabytes de dados são produzidos. E é aqui que entra Big Data, o uso de grandes ou complexos volumes de dados. O mercado de Big Data está movimentando bilhões e as técnicas de coleta são fascinantes. Data pode ser obtida através de marcas que estudam seus clientes, registros públicos e estudos do estado, registros e logins de produtos e serviços, pesquisas de campo, e empresas especializadas em Big Data. Seu smartphone, websites, aplicativos, máquinas e carros estão coletando data o tempo todo.

Automação

Automação de fábricas automotivas
Você ainda compra ingressos do cinema na bilheteria? E quanto ao pagamento do estacionamento nos shoppings, você usa terminais de autoatendimento para pagar seus tickets? Desde a edições de artigos na Wikipedia à fabricação de carros nas automotivas, a automação já controla vários processos de várias áreas. Estudos alertam sobre o ritmo acelerado da automação. Segundo o The New York Order, “60% dos jovens ocuparão empregos que terão um nível de automação de dois terços nas próximas décadas.”
E os bots? Você tem ouvido falar deles, certo? Os bots de hoje estão nos ajudando a indexar páginas da web, pedir comida, comprar roupas e muito, muito mais. Através do Facebook Messenger, o bot do Netflix, por exemplo, oferece recomendações de filmes, e o bot da Domino’s troca mensagens com clientes para anotar seus pedidos.
Google, Amazon, IBM e Facebook vêm apostando alto em Inteligência Artificial, transformando os bots, que em muitos casos possuem IA, em um assunto quente no mundo tech. Enquanto alguns dizem que os bots substituirão apps em breve, é mais provável que um complementará o outro. Segundo Gartner, até 2018, 30% das interações com aparelhos serão através de conversas, e até 2020, as pessoas terão mais conversas com bots que com seus parceiros.

Inteligência artificial

Cérebro artificial, artístico
A espera por um assistente pessoal chegou ao fim. Os assistentes pessoais Echo e Google Assistant oferecem uma eficiente e informativa interação. O Echo, assistente da Amazon, fechou 2016 como o item mais vendido na Amazon.com. Segundo a Morgan Stanley, mais de 11 milhões de pessoas já contam com o assistente, e segundo a VoiceLabs, 24.5 milhões de assistentes pessoais serão vendidos até o fim de 2017. E o Watson? O sistema da IBM, voltado para empresas, conta com a inteligência artificial mais avançada já criada.

Singularidade

Análise futurista
Se tudo isso já soa muito high-tech, lembre-se que há mais tecnologias prestes a decolar: internet 5G, impressoras 3D, nanotecnologia… Inclusive, alguns visionários acreditam que estamos prestes a atingir a singularidade, “um estágio de colossal avanço tecnológico em um curtíssimo espaço de tempo, que acontecerá quando a inteligência artificial superar a inteligência humana, alterando radicalmente a civilização e a natureza humana.”


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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

DESCARTE CORRETO DO E-LIXO


CENÁRIO

Quem não tem em casa, pelo menos, uma gaveta com algum tipo de eletrônico usado ou periféricos que não usa mais, que atire o primeiro mouse!


O descarte correto do e-lixo (lixo eletrônico) é um desafio mundial. Só no Brasil, segundo órgãos do setor, produzimos aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de e-lixo / ano. E apenas cerca de 2% desse total têm o encaminhamento correto. Isso significa que a quase totalidade do e-lixo produzido é descartado sem nenhum tratamento, condenando terrenos e lençóis freáticos e representando riscos à saúde humana.

Tecnologia e Sustentabilidade juntas ajudando a mudar o comportamento de todo mundo em casa, no trabalho, na rua, na cidade e no País.

O Planeta agradece.


DESCARTE CORRETO

O maior evento de tecnologia e sustentabilidade do Brasil vai mobilizar a cidade para a questão importância do descarte correto dos aparelhos eletrônicos usados. Todo o e-lixo (celulares e smartphones, tablets, mouses, teclados, computadores, monitores) recolhido no evento será separado para reutilização pela própria indústria de tecnologia, na produção de novos produtos ou como matéria-prima, segundo o conceito de Economia Circular. E mais: quem levar o seu e-lixo para descarte paga somente meia entrada.

Prepare-se para limpar aquela gaveta de e-lixo que você tem em casa e venha participar dessa mobilização inédita no Brasil!


CARTILHA

Para ajudar na conscientização do descarte correto do e-lixo, o Greenk produziu uma cartilha que foi distribuída nas escolas de São Paulo.

O material aponta os riscos do descarte incorreto e explica a importância da economia circular.


2,7 TONELADAS DE E-LIXO

Como resultado das ações ao longo dos últimos meses envolvendo a população nas escolas e nas ruas, o Greenk Tech Show conseguiu arrecadar mais de 2,7 toneladas de lixo eletrônico durante os três dias de evento, marca inédita no Pais.



SAIBA ONDE DESCARTAR O SEU E-LIXO

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Estudantes de Etec de Jundiaí utilizam papel reciclado para criar capa de celular



Estudantes De Etec De Jundiaí Utilizam Papel Reciclado Para Criar Capa De Celular

Molde feito de madeira para fabricação de capa de celular sustentável



Artigo à venda em todos os cantos, a capinha de celular despertou o interesse de dois alunos da Escola Técnica Estadual (Etec) Benedito Storani, de Jundiaí. Os estudantes do curso técnico de Química integrado ao Ensino Médio, Everton Leandro de Souza Molina e Vitória Reche dos Santos, pesquisam a substituição do plástico usado na confecção das capas por papel reciclado.
“A capa de celular está na moda. Todo mundo quer ter um modelo diferente. Ao mesmo tempo, muito se fala em ecologia”, pondera Everton. “Acredito que uma capa de celular sustentável pode ser um incentivo para aquelas pessoas que ainda não se preocupam em combater os danos ao meio ambiente.”
Incentivado pelo próprio pai e pelo professor Ricardo Murilo de Paula, Everton descobriu que a polpa moldada, material feito de papel e água, utilizado na fabricação de caixas de ovos, também é matéria-prima para outras embalagens.
“O processo de produção da polpa é simples e o resultado é um produto que possui resistência suficiente para se tornar uma capa que também é biodegradável. O produto poderia ser jogado no lixo ou até mesmo ser enterrado”, explica o estudante.
Protótipo
Em fase de desenvolvimento de protótipo, o projeto Eco Capinha será aperfeiçoado pelos alunos, que planejam selecionar resinas ecológicas para melhor proteger o telefone da água e de quedas. Eles também pesquisam que tipo de sementes podem ser inseridas na polpa moldada, de modo que, se plantada, a capa possa gerar uma planta.
“Não quero simplesmente desenvolver um produto, quero ajudar o meio ambiente”, afirma Everton. “Não quero parar na capinha, mas seguir inovando.”
Para o professor Ricardo Murilo de Paula, orientador da pesquisa, o trabalho dos estudantes contribui para a redução do impacto ambiental causado pelo lixo eletrônico. “Além de se decompor com grande facilidade após o descarte, a capa à base de polpa de papel resinado servirá de substrato para a germinação das sementes que forem incorporadas.”
Projeto rentável e de baixo custo por utilizar matéria-prima reciclada, as capas de celular têm potencial para chegar aos consumidores. “As capas podem se tornar um produto economicamente rentável, pois há um grande mercado disponível. Após o estudo e o desenvolvimento do design, as capas podem atingir diversos segmentos de clientes, por gênero e faixa etária, por exemplo”, acredita o Professor

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

JOVENS BRASILEIROS ENSINAM COMO REFRESCAR A SUA CASA RECICLANDO O LIXO
Quando o que ia para o lixo consegue diminuir 8ºC da sua casa.







Dois jovens brasileiros conseguiram diminuir as temperatura de suas casas em até 8°C, sabe como? Usando caixas de leite!

Segundo o site The Greenest Post, além das embalagens funcionarem como isolantes térmicos, elas economizam energia, já que produtos elétricos que seriam utilizados para fugir do calor são menos usados.

A casa mais fresquinha do Ceará


Os gêmeos Diego e Gabriellen de Vasconcelos, alunos do Instituto Federal do Ceará (IFCE), pensaram em ao invés das embalagens Tetra Pak irem para o lixo, colocá-las sob as telhas, entre os caibros e as ripas e, assim, tornar toda estrutura superior da casa em um tipo de manta isolante.

“Essas caixas possuem seis camadas (duas de alumínio, duas de plástico e duas de papel). (…) Com isso, ela tem a propriedade de refletir os raios solares e, consequentemente, diminuir a temperatura do local”, explica Diego em entrevista ao portal Tribuna do Ceará.
E essa diminuição de temperatura citada pelo estudante é considerável. De acordo com uma pesquisa realizada por estudantes do Instituto de Biologia da Unicamp em 2013, o uso dessas embalagens pode diminuir a temperatura de locais fechados em até 8ºC.




Reciclagem coletiva

Para o site Hypeness, Gabriellen explicou que a ideia surgiu depois que viu a mãe, professora de química, fazendo uso desse produto.
“Ela foi preparar uma aula para utilizar esses materiais para fazer telhas. Percebi, então, que aquilo dava para fazer um projeto e enviar às feiras de ciências da região. Já tinha visto algumas pesquisas sobre o assunto, e resolvi testar”
Hypeness
– Diego e Gabriellen de Vasconcelos
Segundo o professor orientador Antônio Sabino, a população da região não possui uma renda muito alta, então, qualquer forma de resfriar a casa gastando pouco, seria bem-vinda. Foi aí que os moradores do Aracati abraçaram a ideia arrecadando os materiais necessários para a realização do projeto.
Mesmo com a ajuda da comunidade e com os resultados animadores, a ideia ainda não foi aplicada nas casas da região. Em entrevista, Gabriellen falou que a falta de incentivo é um dos maiores desafios.
“Não possuímos uma bolsa de estudos ou algo que pudéssemos nos dedicar inteiramente ao projeto. Caso tivéssemos, poderíamos amplificar ainda mais essa iniciativa e torná-la mais eficaz e acessível”, declarou.
Pois é, já dizia o ditado: “Não aguenta o calor, bebe leite”.


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quinta-feira, 17 de agosto de 2017


POLPATEC INOVANDO EM SUSTENTABILIDADE





As embalagens em polpa moldada são uma inovação no mercado brasileiro que vem ganhando cada vez mais destaque por serem recicláveis e biodegradáveis, por sua relação de custo x benefício em grande escala, pela flexibilidade e praticidade entre outras características. São projetadas em função da necessidade de cada cliente, protegendo o produto contra riscos, arranhões, variações térmicas, impactos, manchas e vibrações, aumentando a satisfação de seus clientes, reforçando sua marca, diminuindo reclamações e devoluções de peças danificadas, valorizando a apresentação de seu produto, e ainda, transmite ao cliente a imagem da empresa ecologicamente responsável.

Facilmente substituem e com mais vantagens o EPS, nome genérico do Isopor, por ter características térmicas e isolantes substanciais, garantem uma alta absorção de impacto e um alto grau de proteção, decompõe-se na natureza em no máximo quatro meses e não possuem substâncias tóxicas e aditivos. Por ser facilmente moldada permite uma perfeita incorporação ao produto do cliente trazendo resultados finais visíveis no acondicionamento e na segurança do mesmo.

(13) 3456.2727  /  (11) 96810.6059

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terça-feira, 2 de maio de 2017

FORD DESENVOLVE ESPUMA E PLÁSTICO SUSTENTÁVEIS PARA VEÍCULOS

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A Ford anunciou nos Estados Unidos o desenvolvimento de uma nova tecnologia para a produção de componentes de plástico e espuma sustentáveis para aplicação em veículos da marca. A empresa é a primeira do setor automotivo a adotar essa técnica, que usa o dióxido de carbono capturado no ambiente como matéria-prima de biomateriais capazes de atender os rigorosos padrões da aplicação automotiva.
A nova espuma sustentável, produzida com até 50% de polióis derivados de CO2, pode ser aplicada em bancos e capôs. O novo plástico também tem um grande potencial de uso em peças automotivas. A expectativa é que, dentro de cinco anos, eles sejam aplicados na produção de veículos da Ford.
“Entre os seus benefícios ambientais, sem dúvida, estão a redução do consumo de derivados de petróleo e das emissões de carbono, associados às mudanças climáticas”, diz Debbie Mielewski, especialista de sustentabilidade da Ford. “Como nossa contribuição ao meio ambiente, estamos desenvolvendo agressivamente modos novos e mais sustentáveis de produzir produtos de alta qualidade com foco na preservação e melhoria do nosso mundo. A nova tecnologia é empolgante porque reduz o uso de plástico e espuma feitos de petróleo e ajuda a resolver um problema que parece incontornável: a mudança climática.”
As emissões de carbono e as mudanças climáticas são uma preocupação crescente dos líderes mundiais, já que o volume de CO2 lançado globalmente na atmosfera é de impressionantes 1.000 toneladas por segundo. A fabricação de plástico é responsável por cerca de 4% do uso de petróleo no mundo, segundo a Federação Britânica de Plásticos. Os pesquisadores da Ford estimam que o uso de carbono capturado ajude nas metas de longo prazo para redução do aquecimento global, definidas recentemente no acordo da ONU em Paris.
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Biomateriais
Há cerca de duas décadas, os pesquisadores da Ford têm trabalhado com sucesso no desenvolvimento de materiais sustentáveis. Um exemplo é a espuma de soja, presente hoje em todos os carros da marca na América do Norte. Há também a aplicação de fibra de coco em forros de porta-malas, pneus reciclados e soja em capas de espelhos, camisetas e jeans reciclados em carpetes, além de garrafas plásticas recicladas no tecido da F-150.
A Ford começou a trabalhar com diversas empresas, fornecedores e universidades em 2013 na busca de aplicações para o CO2 capturado.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Brasil cria tecnologia para descontaminação ambiental a partir do bagaço de cana

Material desenvolvido no Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), integrante do CNPEM, utiliza resíduos produzidos pela indústria sucroalcooleira para fabricação de carvão ativo até 20% mais barato que o importado.


Um dos maiores produtores de cana-de-açúcar do mundo, o Brasil estuda um destino sustentável para o bagaço produzido pela indústria sucroalcooleira: a produção de carvão ativo que possa ser utilizado para a descontaminação da água e do ar. Um estudo feito pelo Laboratório  Nacional de Nanotecnologia (LNNano), ligado ao Centro Nacional de Pesquisas em Energias e Materiais (CNPEM), o carvão ativo é uma alternativa economicamente viável, até 20% mais barata, e com a mesma eficiência, se comparada aos produtos importados já existentes no mercado.

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Carvão ativo produzido a partir do bagaço da cana-de-açúcar pode servir para retirar impurezas da água e do ar.
Crédito: Embrapa

O objetivo da pesquisa é utilizar resíduos agroindustriais abundantes no país para aplicações ambientais. De acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a produção brasileira de cana na safra 2015/2016 ultrapassou as 665 milhões de toneladas, das quais 368 milhões foram produzidas no estado de São Paulo. Deste total, aproximadamente um terço consiste em bagaço, que é obtido após o processo de moagem da cana nas usinas.
"O resíduo da indústria sucroalcooleira abre caminho para o desenvolvimento de um material avançado com propriedades antibacterianas quando associado a nanopartículas de prata, sendo um excelente material na remediação ambiental", explica o pesquisador do LNNano Diego Martinez.
A pesquisa teve início a partir de uma demanda feita por uma usina nacional, que utiliza o bagaço de cana para a geração de energia elétrica. O resíduo produzido na queima, bastante rico em carbono, passou a ser utilizado para a fabricação do carvão ativo.
Aplicações
No Brasil, carvões ativos são empregados em grandes volumes para a remoção das impurezas da água. Para um município com um milhão de habitantes, por exemplo, a estimativa é que seja utilizada uma tonelada de carvão ativo por dia para o tratamento de água. No exterior, o carvão ativo é proveniente de madeira, de ossos de animais ou de casca de coco.
"O grande problema é que existe uma dependência do Brasil do mercado exterior para a obtenção desse produto. Se pensarmos na questão cambial, nosso sistema comercial fica muito fragilizado. O carvão produzido aqui pode ser até 20% mais barato que o importado", enfatiza o pesquisador Mathias Strauss.
Através de uma cooperação bilateral firmada por meio do Centro Brasil-China de Pesquisa e Inovação em Nanotecnologia (CBCIN), o carvão produzido a partir da biomassa da cana já está em teste em Xangai. "O material está sendo utilizado em testes de descontaminação de ar, para, por exemplo, a despoluição do ar nos túneis da cidade, que sofrem com grandes congestionamentos e o fato de os carros ficarem muito tempo parados, gerando gases tóxicos. Esse ar passa por um tratamento para minimizar os danos aos motoristas", diz Strauss.
De acordo com os pesquisadores do CNPEM, o carvão ativo feito a partir de bagaço de cana já tem maturidade suficiente e deve estar disponível para o mercado em um prazo entre cinco e dez anos.
Inovação
A pesquisa desenvolvida pelo laboratório, além de dar um destino mais sustentável e rentável ao resíduo gerado a partir da cana-de-açúcar, tem caráter inovador por estudar a possibilidade de utilizar nanopartículas de prata associadas ao material. As nanopartículas são conhecidas na literatura por promover atividades antimicrobianas e que podem ser associadas à capacidade de absorção de contaminantes dos carvões ativos.
A inovação encontra-se em análise pelos pesquisadores, que buscam entender qual é a relação estabelecida entre as nanopartículas de prata no carvão ativo de bagaço e o meio ambiente. "A avaliação proativa dos riscos de nanomateriais é uma nova abordagem que a nanotecnologia está trazendo. Estes estudos estão sendo conduzidos no CBCIN, com a colaboração da Embrapa Ambiente. Preparamos o material ao mesmo tempo em que já pensamos nos seus potenciais efeitos toxicológicos e riscos ambientais", ressalta Diego Martinez
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CNPEM
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais é uma organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Localizado em Campinas (SP), compreende quatro laboratórios referências mundiais e abertos à comunidade científica e empresarial.
O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) opera a única fonte de luz síncrotron da América Latina e está, nesse momento, construindo Sirius, o novo acelerador de elétrons brasileiro de quarta geração, dedicado à análise dos mais diversos tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos; o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) desenvolve pesquisas em áreas de fronteira da biociência, com foco em biotecnologia e fármacos; o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE) investiga novas tecnologias para a produção de etanol celulósico; e o LNNano realiza pesquisas com materiais avançados, com grande potencial econômico para o país.
Os quatro laboratórios têm, ainda, projetos próprios de pesquisa e participam da agenda transversal de investigação coordenada pelo CNPEM, que articula instalações e competências científicas em torno de temas estratégicos.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Saúde investindo em Tecnologia Sustentável

Empresa de tecnologia para saúde prevê crescimento de 45% em 2017




A Pixeon aposta em crescimento sustentável para este ano; somente para o segmento de hospitais, as projeções de aumento em vendas são de 81%
A Pixeon, empresa nacional de tecnologia para saúde e expositora da Hospitalar, inicia as atividades deste ano com previsões bastante otimistas: a companhia projeta encerrar 2017 com faturamento anual 45% superior ao registrado no ano passado, apesar da baixa expectativa de recuperação da economia brasileira.
A estratégia de crescimento da Pixeon está baseada em sua atuação como one stop shop software provider, oferecendo soluções completas que garantem mais eficiência aos processos de instituições nas áreas laboratorial, de diagnóstico por imagens, policlínicas e hospitalar – este último mercado será o direcionador de crescimento, com projeções de crescimento de 81% nas vendas em 2017. Além disso, a empresa oferece portfólio com os produtos mais atraentes do mercado, combinando capacidade de entrega rápida e suporte local, em língua portuguesa e em todo país.
“Inovação é a palavra-chave para o crescimento da Pixeon, é um dos principais valores da empresa. Questionar, propor soluções criativas, pensar em alternativas mais ágeis e eficientes está no DNA da companhia”, comenta Roberto Ribeiro da Cruz, CEO da Pixeon. “Reforçamos nossa oferta de produtos SaaS e de soluções baseadas na nuvem para todo o mercado da saúde, que na tecnologia encontra um dos principais aliados para superar os desafios de integração de serviços previstos para os próximos anos”, acrescenta.
O crescimento previsto para 2017 segue a curva ascendente registrada pela empresa nos últimos anos. Desde 2014, a empresa tem se destacado como uma das principais fornecedoras de HIS (Hospital Information System), LIS (Laboratory Information System), PACS (Picture Archiving and Communication Systems) e RIS (Radiology Information System) do mercado nacional. Nos dois anos seguintes, a companhia registrou expansão de 156%. Em 2016, a Pixeon foi na contramão da economia nacional, e fechou o ano com 38% de aumento no faturamento se comparado a 2015. O principal investimento da empresa foi a aquisição da Digitalmed, o que ampliou sua lista de clientes, passando a ter a maior base instalada de softwares em prestadores de saúde da América Latina. Também no ano passado, reforçou seus planos de expansão na Argentina, onde ampliou em 55% o número de clientes atendidos no país.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Poluição do ar: mais de 20 mil vidas podem ser salvas

Petição europeia pede ação do governo para reduzir mortes devido a carvão tóxico.


De acordo com um relatório divulgado recentemente, a aplicação de limites eficazes para a poluição do ar pode salvar mais de 20.000 vidas por ano, mas alguns governos nacionais estão a ameaçar vetar as medidas da UE para combater a poluição tóxica, avisa a Quercus, em comunicado.
De acordo com a associação ambientalista, a petição europeia lançada esta semana pede aos governos que protejam a saúde dos cidadãos e o meio ambiente através da adopção de um documento europeu sobre as normas ambientais denominado "BREF LCP revisto" (documento de referência sobre as melhores técnicas disponíveis).
A petição exige também que os governos protejam a saúde dos seus cidadãos, impondo limites rígidos à poluição tóxica do carvão.
Um relatório recente mostrou como os novos limites de poluição poderiam ajudar a reduzir o número anual de mortes prematuras causadas pela queima de carvão de 22.900 para 2.600 mortes.
«As novas normas são o resultado de anos de negociações entre o governo, a indústria e os representantes de ONGs. Esperava-se que a sua adopção fosse uma formalidade, mas a pressão da indústria levou vários Estados-membros a ameaçar vetar as novas regras na fase final», lembra a Quercus.
Os principais grupos ambientais europeus, o Gabinete Europeu do Ambiente (EEB), a Rede de Acção Climática (CAN) da Europa, a Aliança da Saúde e do Ambiente (HEAL) e a WWF associaram-se à organização WeMove.EU para lançar a petição. A petição que está disponível em inglês, alemão, francês, italiano e polaco, será entregue aos ministros antes de uma votação crucial dos governos nacionais numa reunião da Comissão Europeia a 28 de Abril.
Tal como já tinha comunicado anteriormente, a Quercus reitera «a sua posição desfavorável ao uso do carvão como fonte de energia e reafirma a necessidade de se caminhar para fontes de energias mais limpas que proporcionam uma melhor qualidade do ar e, portanto, da saúde dos cidadãos».

terça-feira, 11 de abril de 2017

A CIDADE DO FUTURO





Enquanto para muitos o uso de tecnologias limpas é algo reservado somente para o futuro, uma cidade construída em meio ao deserto nos Emirados Árabes Unidos prova o contrário. O monumento tecnológico conhecido como Masdar City mostra que, com um pouco de boa vontade (e muito dinheiro), é possível construir ambientes gigantescos que consomem uma quantidade muito pequena de energia.
O projeto, que pode ser considerado um verdadeiro experimento social com centenas de cobaias humanas, foi desenhado pelo arquiteto britânico Norman Foster. Entre os recursos disponíveis aos residentes estão carros elétricos que se movimentam sem o auxílio de motoristas, ruas resfriadas por uma gigantesca torre eólica e até mesmo uma “polícia verde” responsável por gerenciar o gasto de energia dos moradores.

A cidade do futuro

A partir da primeira etapa de concepção de Masdar, iniciada em 2006, foram necessários três anos para que o projeto se tornasse uma realidade. Com investimento calculado de US$ 1,4 bilhão, a cidade atualmente conta com seis prédios, uma rua principal, 101 apartamentos pequenos, uma imensa livraria eletrônica e, no centro de tudo, o Masdar Institute (Instituto Masdar).
Ampliar (Fonte da imagem: Masdar)O instituto, que se trata de uma ramificação do Massachusetts Institute of Technology (MIT), possui 167 estudantes e 43 professores com origens distintas, a maioria estrangeira. Entre os serviços disponíveis no campus está um banco, um restaurante japonês, cantina e até mesmo uma loja de comida orgânica.
No subterrâneo estão disponíveis 10 veículos elétricos que operam de forma totalmente automática, dispensando qualquer motorista. Com eles, estudantes e funcionários podem realizar o trajeto de 800 metros que separam a entrada de Masdar e o instituto.

Tecnologias limpas

Um dos destaques da cidade, tanto no aspecto tecnológico quanto visual, é a torre eólica de 45 metros que informa aos cidadãos a quantidade de energia consumida na cidade, também responsável por gerar eletricidade a partir dos ventos fortes característicos da região.
Painéis solares estrategicamente localizados são responsáveis pela produção de grande parte da energia consumida. Para complementar, também é usado gás natural como forma de garantir o isolamento térmico de alguns dos edifícios da cidade.
Porém, as tecnologias limpas não param por aí. Entre os projetos que estão sendo desenvolvidos está uma usina de dessalinização da água movida a partir de energia solar. Além de projetos que usam espelhos como forma de concentrar os raios de sol para aquecer grandes quantidades de água, tendo como resultado a produção de eletricidade.

Polícia verde

O compromisso de Masdar com o baixo de consumo de energia é tanto que a cidade chegou a desenvolver uma força policial especializada no assunto. Toda vez que um estudante usa uma máquina, abre a geladeira ou deixa uma lâmpada acessa, envia dados a uma central inteligente responsável por controlar o consumo de energia durante todo o dia.
Caso detecte alguma anormalidade, um dos operadores do sistema pode interromper durante tempo indeterminado os privilégios de algum apartamento. Além disso, sensores inteligentes desligam automaticamente chuveiros após alguns minutos de uso, assim como geladeiras, fogões e luzes que ficam ligados durante muito tempo.
A forma como a Polícia verde atua pode parecer autoritária, mas seus métodos resultam em prédios que consomem 50% a menos de energia do que construções tradicionais. Também há um menor consumo de água e produção reduzida de lixo, além da produção de carbono ser praticamente nula – cortesia das fontes de produção limpas utilizadas.
Segundo os administradores da cidade, as reclamações dos estudantes são frequentes, especialmente no que diz respeito à temperatura do ar condicionado. Porém, há um consenso geral de que certas concessões precisam ser feitas para respeitar as metas determinadas e tornar o projeto viável.

Desenvolvimento constante

A segunda fase da construção de Masdar City, com fim programado ainda para 2011, vai adicionar 222 novos apartamentos, além de novas ruas e lojas à cidade. Em 2013, deve ser finalizada a construção da nova sede da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), com custo aproximado de US$ 800 milhões.
A expectativa é que, até 2015, cerca de 7 mil pessoas habitem as construções futuristas do local. Além disso, a expectativa é que cerca de 12 mil pessoas façam o trajeto diário do local até a cidade mais próxima, Abu Dhabi.

Conceitos readaptados

Apesar do plano original de finalizar a construção da cidade em 2016, a recessão econômica global fez com que a equipe responsável tivesse que rever seus planos. A falta de incentivos ao mercado de tecnologias limpas também teve resultados negativos, o que obrigou o projeto a rever seu tamanho e alcance.
A expectativa é que a construção de Masdar City só esteja finalizada em algum momento entre 2021 e 2025. Neste ponto, a população da cidade não deve exceder as 40 mil pessoas ao todo – valor bem diferente dos planos originais, que previam 50 mil residentes fixos e 40 mil temporários.
Além disso, as mudanças na economia global fizeram com que o desenvolvimento de outra cidade semelhante fosse totalmente abandonado. Da mesma forma, planos para a construção de uma usina de força baseada no uso de hidrogênio e de um novo projeto baseado em energia solar tiveram que ser totalmente descartados.

Os objetivos do projeto permanecem os mesmos, porém os obstáculos enfrentados fizeram com que alguns planos tivessem que ser revistos. Segundo Dale Rollins, ex-executivo da Shell responsável pela operação geral do projeto, mais do que representar um obstáculo, as mudanças tecnológicas e econômicas servem como incentivo para obter resultados ainda melhores e com gastos menores do que o planejado.


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